A gente vive reclamando de tudo. Reclama do cabelo, da roupa, do corpo que não está em forma, sempre em descontentamento constante com o amor, com o coração que não sabe amar, reclama do emprego, da rotina, reclama até mesmo quando chove e quando o sol está intenso. Incrível a nossa capacidade de está insatisfeito com quase tudo. Com isso vamos passando despercebidos pelos simples detalhes que na vida faz a diferença, já parou para pensar? Temos tudo! Temos um lar, uma família que se preocupa quando demoramos de chegar em casa, temos alimentos em nossa mesa, temos cobertores para amenizar o frio. Agora ande pelas ruas das grandes cidades e veja a realidade cruel, sempre terá uma criança abandonada nas calçadas, sem cuidados, sem pão, sem água, exposta ao frio, ao calor, vulneráveis ao perigo constante. Olhe para os sinais do transito e veja quantas crianças vão bater no vidro do seu carro implorando por um pedaço de pão, quantas pessoas fazendo malabarismos para ganhar a vida, mesmo assim elas ainda conseguem sorrir. Você não deve ter notado, não é mesmo? São tantas coisas fúteis que consomem nossa atenção que nada mais importa. Não importa um choro de uma mãe que acabou de perder seu filho para as drogas, não importa quantas pessoas estão famintas pelas calçadas, não importa quantas pessoas estão nos leitos dos hospitais sem esperança, não importa se roubaram o sorriso de uma criança, não importa se não existe mais amor? Que mundo esse que vivemos em desamor? Onde a aparência prevalece sobre a essência. Que mundo é esse que o consumismo fala mais alto que qualquer outra coisa, que negocio é esse que o dinheiro compra tudo? Mas nunca comprará a dignidade do amor que você carrega no peito.